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A imagem que chega depois:

Imagem PEXEL Quando emagreço, algo retorna. Não como lembrança nítida, mas como um reconhecimento silencioso. Há uma familiaridade que antecede a consciência, como se aquela forma já tivesse, em algum momento, encontrado lugar em mim. Não é novidade absoluta. É uma espécie de reencontro. Mas isso não vale para todos. Há quem nunca tenha sido magro. E, nesse caso, não há retorno possível — há invenção. O corpo muda sem memória que o sustente. Surge uma forma nova, mas ainda sem inscrição. O sujeito se vê, mas não se reconhece inteiramente. Falta história para essa imagem. É nesse ponto que a psicanálise se torna precisa. Freud nos mostra que o corpo não é apenas vivido — ele é investido. No narcisismo, há uma energia psíquica que se dirige à própria imagem. Amar o próprio corpo não é um dado natural, é um trabalho. Esse investimento depende das primeiras experiências, do modo como fomos olhados, sustentados, reconhecidos. O corpo que habitamos é também efeito desse olhar primeiro. Quand...

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Mimetismo, identificação e estilo na presença do sujeito, c.f